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2º Montejunto Trail, edição de 2016

Participação no 2º Montejunto Trail, edição de 2016, com subida aos 666 metros de altitude na Serra de Montejunto.

A convite de aminhacorrida.com e também da Tough Trails de Alenquer, fizemos equipa e fizemo-nos à Serra.

Saímos cedo de Lisboa, estava o Sol a nascer. Um, dois, três, muda de carro para cinco, guiados por um GPS que não distingue estradas de alcatrão de estradas de terra batida, quase que começávamos a prova antes da partida. Volta atrás, perguntar o caminho e chegar ao Quartel bem a tempo de tirar umas fotografias, equipar e aquecer minimanente, já que o dia se adivinhava “quente”.

Dois dos cinco nunca tinham feito a distância proposta, 38 quilómetros, ainda para mais com a promessa da organização de levar as capacidades dos participantes ao limite e, assim fomos, ao limite das capacidades. Limite não tanto para mim que já passei por algumas situações complexas (embora os quilómetros pesem) mas, como íamos “em grupo”, tivémos de aplicar a máxima de “a força do grupo é a força do elemento menos forte”.

A equipa do dia
A equipa do dia

A prova

Partimos conservadores, com três objectivos a cumprir. Chegar inteiros ao fim, chegar dentro do tempo limite ao corte anunciado no quilómetro 32 (6h20 de prova) e chegar com menos de o dobro do tempo do primeiro classificado tendo como sub-objectivo terminar a prova em 7 horas ou menos.

Objectivo um
Chegar inteiros ao fim.

Assim foi. Para além das marcas do Sol (foi a primeira prova em meses onde não cheguei com manchas de lama da cabeça aos pés e em que me “queimei”) das dores nos gémeos e nos quadricípites, nada de mau nos aconteceu.

Objectivo dois
Chegar dentro do tempo limite ao corte anunciado no quilómetro 32 (6h20 de prova).

Aqui o objectivo já não correu tão bem. Alguma falta de preparação, aliada à dificuldade técnica do terreno (subidas a pique e muita pedra solta, pouca sombra), ao calor) e alguma falta de foco e de fé, fizeram com que no quilómetro 28 (quatro antes do corte) já estivesse a prever que iamos ser barrados mais à frente. O nosso grupo há horas que vinha “cá no fim”, acompanhado dos bem dispostos atletas-vassoura Nuno e Vasco. Iamos rodando a frente do grupo mas no fundo a coisa estava a perigar.

O Nuno e o Vasco questionavam-se se chegariam a tempo para jantar
O Nuno e o Vasco questionavam-se se chegariam a tempo para jantar

Chegámos ao quilómetro 32 e a barreira temporal já tinha sido ultrapassada por seis minutos. Ia ser o suficiente para ficarmos por lá, pois regras são regras e já levávamos combinado que:

  • Iamos juntos do princípio ao fim;
  • Em caso de corte na barreira ficávamos todos, isto porque na Serra não há Super-Heróis, se os há, não iriamos ser uns deles, mas…

A barreira não estava lá, assim que lá chegámos disse “as regras mudaram, aceleremos”, e acelerámos. O abastecimento do quilómetro 32 tinha passado para o quilómetro 34, a barreira fora cancelada, e podíamos seguir até ao fim, só faltavam quatro quilómetros.

Objectivo três
Chegar com menos de o dobro do tempo do primeiro classificado

Este objectivo correu mal, quase bem mas mal. O vencedor fez 3:51:54 e eu, o último do grupo, fiz mais 3:52:27 do que ele, portanto mais do dobro do tempo com 33 segundos extra, 33 segundos que fazem toda a diferença.

Ressalve-se ainda que eram 100 inscritos na prova, chegaram ao fim 68 (não sei se arrancaram todos).

Objectivo três e meio
Sub-objectivo terminar a prova em 7 horas ou menos. menos.

Mais um objectivo falhado, foram 7 horas e quase 45 minutos mas, relembrando sempre que “a força do grupo é a força do elemento menos forte” e nessa parte não fraquejámos nem um segundo, nem falhámos um milímetro.

Objectivo quatro
Este veio como bónus, os pódios

A Marina ficou em segundo lugar do seu escalão e a Emília em primeiro. Parabéns a elas pela sua prova, a resistência e paciência para gerir as adversidades com que nos fomos deparando, parabéns, mesmo.

Bem se pode dizer “ah pois mas ganhar troféus assim é fácil, eram poucas participantes nesses escalões”. Sim, é verdade, é impossível não concordar com esse tipo de afirmações (que existem, embora veladas) mas, fica o desafio, para o ano que vem, ide lá também, a prova com certeza continuará a existir.

A comida, a bebida, as marcações e o regresso

Quase a finalizar, e indo por ordem inversa, as marcações, praticamente irrepreensíveis. Somente num ponto, ainda nos primeiros quilómetros da prova, era necessária mais atenção numa saída de estradão para um single track à esquerda, de resto, as fitas sempre bem visíveis, placas indicadoras de mudanças de direcção e de quilómetros, os Escoteiros e outros voluntários da organização presentes nos pontos mais críticos do percurso, o “serviço” habitual nas provas com a chancela Tough Trails.

Os abastecimentos, considerei suficientes mas pouco variados. Bananas, laranjas, marmelada (num dos abastecimentos), vi algures umas barras de cereais partidas em pedaços, e posso ter sonhado com batatas fritas num deles. Para beber, havia água (que sei que faltou para alguns participantes antes de nós passarmos mas estava reposta já à nossa chegada) e nada mais. Aqui há, sem dúvida, algo a melhorar. Tomate com sal cai sempre bem, e algo mais açucarado para beber (cola, isotónico, sumo que fosse) seria também bem vindo.

O almoço no final
O almoço no final

No final, para além da fruta à chegada, pernas de frango do Aviário do Pinheiro à descrição, batatas fritas, pão, água, sumo, vinho, umas minis (cortesia dos vassouras) e café. Tinha havido também canja e bavaroise mas na nossa altura, já era.

A Marina e os troféus
A Marina e os troféus

Antes de arrancar bebemos um café no Parque de Campismo ao lado do quartel e, no caminho ainda pensámos em passar no IKEA para comprar umas vitrines para guardar os troféus mas, ficou para outro dia, porque já se fazia tarde e no dia a seguir havia mais festa.

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