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São Silvestre de Lisboa, 2015

Por desafio do Joel Silva, e a seu convite, participei pela quarta vez na São Silvestre de Lisboa, com o dorsal #13.

Para este ano a parada era alta, prometidas 12.000 pessoas na prova, foi perto disso. As minhas expectativas não eram muito altas, o cansaço acumulado fazia-me saber, logo à partida, que não iria fazer um “grande tempo” na prova.

Dada a partida, demorei cerca de 30 segundos a chegar ao tapete da partida. Parti no bloco sub-50 (minutos) e fiquei logo preso no “engarrafamento”. Fui gerindo os arranques, os zigue-zagues a linha do eléctrico e os buracos na via conforme pude. Ultrapassei e fui ultrapassando, mantendo uma cadência aceitável para ficar por volta dos 50 minutos no final.

Ao quilómetro quatro cruzei-me com o Joel, aparecendo por trás dele, trocando umas breves palavras e desaparecendo de novo. Na chegada ao Terreiro do Paço, a coisa começou a correr mal. A moldura humana, chamemos assim, era imensa, na Rua da Prata, ambos os lados da rua cheios de pedestres (aqui já não via ninguém a correr por cima dos passeios) mas, pedestres curiosos, e não apoiantes dos atletas.

Atravessar esta Rua a correr foi de um desgaste mental imenso, pois a qualquer momento estava à espera de “levar” com uma pessoa que atravessasse a rua na perpendicular em cima, pois eram tantas a atravessar-se à minha frente… Não sei se foi da minha velocidade estonteante ou não, mas não vi agentes de autoridade nas passadeiras (pelo menos) nesta zona a controlar as passagens de peões, muito perigoso, confesso.

Subida ao Marquês de Pombal e início da descida da Avenida da Liberdade, a travar para me poupar, a multidão avolumada de cada lado da Avenida. Perto da chegada à meta, as grades mais altas impediam hi-5’s com os apoiantes presentes. Entende-se, era a zona da partida, e as grades estavam lá de forma a impedir “entradas indevidas” mas, de qualquer forma, achei pouco agradável o gradeamento.

 

No final encontro com o Joel uns minutos depois de eu chegar, e com mais tantos amigos e conhecidos. Não apareço na classificação, mas sei que fiz cinquenta minutos e picos, dentro do que esperava, “treinasses” como diz o outro.

A prova, consideram-na “a festa da corrida em Lisboa”. É sem dúvida uma festa. Bem organizada q.b. (exceptuando essas partes que considerei perigosas, talvez já tenha gente a mais, vi meios de socorro presentes, o processo de levantamento de dorsal correu bem, abastecimento ok) mas este ano deu-me uma grande sensação de claustrofobia e desconforto correr daquela forma, em ruas tão escuras, estreitas, irregulares e tão cheias de gente Talvez por estar cansado, e por no meio do ruído não ter conseguido ouvir o silêncio

Adenda
apareço na classificação. Tendo em conta o número de participantes, considero que para mim não foi nada mau, no entanto preciso claramente de treinar em planos inclinados negativos.

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