Treino oficial para a corrida UNICEF

Treino oficial para a corrida UNICEF

À beira do Rio Tejo, e com a presença da atleta Rosa Mota, participei no treino oficial para a corrida UNICEF.

Organizado pelo Correr Lisboa, o treino que se iniciava no bar Meninos do Rio, perto do Cais do Sodré, iria contar com a presença da atleta Rosa Mota. Devido a vários factores, entre estar inscrito na corrida UNICEF, trabalhar na Up Partner (que pertence à organização da prova) e precisar de desempenar as pernas depois da rota dos mercados de Lisboa (zona Centro) do dia anterior, saí um pouco mais cedo do escritório, fui a casa mudar de roupa e cheguei ao treino pontualmente.

O previsto, seriam cerca de 8km, quatro para cada lado, em direcção a Belém e voltar. No arranque, depois da sessão de aquecimento orientada pelo Correr Lisboa mas, ainda sem a Rosa Mota presente, arranquei junto da Sandra Martins mas não consegui aguentar muito tempo perto dela, ia forte e rápida e eu fraco, pesado e cansado. Fui andando, e sendo ultrapassado, sem grandes preocupações com a cadência. Levei as sapatilhas mais pesadas e mais protectoras e fui apreciando o Rio Tejo. Não costumo correr muitas vezes a direito, nem muitas vezes à beira Rio.

Chegado à Ponte 25 de Abril, ia dar a volta para trás e encontrei o Filipe Gil do Correr na Cidade em sentido contrário. Aproveitei a sua providencial aparição e dei a volta para trás, ficámos juntos um minuto, mais coisa menos coisa, e aproveitei a boleia de regresso da Anick e da Ana, que estavam a dar a volta também, e vinham com uma cadência muito mais simpática e perto do meu objectivo.

Na curva da ciclovia, entretanto, vem em sentido contrário nem mais nem menos do que a Rosa Mota, tal como uma flecha disparada, cumprimentei-a, ela retribuiu, e seguimos cada qual na sua direcção.

Já de volta aos Meninos do Rio, tinhamos à nossa espera água engarrafada e uma tshirt técnica para cada um. Não sei se serão as da prova ou não mas, estão estampadas com o logótipo da prova. Nisto, chega também a Rosa Mota com o grupo do fim (que era o mais rápido e que fez o percurso maior), com o seu habitual bom humor e extravagância contida.

A Rosa Mota é mesmo, parece-me, uma pessoa tão “humana” como qualquer um de nós, sem pretensões e bastante acessível, tendo sido no entanto a primeira senhora portuguesa a ganhar uma medalha de ouro Olímpica, para além de todas as outras coisas que ganhou durante a sua carreira desportiva. Gostava um dia de privar mais com ela e de ouvir algumas histórias engraçadas, deve ter um bom punhado delas.

Depois de tudo, já a caminho de casa, deparei-me com uma performance, encenação, não sei bem o que era, à beira Rio também. Dois actores (ou dançarinos), uma corneta, e uma plateia sentada a assistir. Eu, fiquei por lá um bocado também a tentar perceber o que se passava, porque a vida não é só corrida ;)

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