III Duratrail

III Duratrail, corrida sem choco frito

Esta foi a minha segunda participação no Duratrail, uma prova de corrida em trilhos na Arrábida, em Setúbal. Saindo de casa com o Sol ainda abaixo do horizonte, fui com a comitiva Só + 1 KM / Runsox até Setúbal, onde fomos dos primeiros a chegar para o levantamento dos dorsais.

A fila começa a formar-se e as caras conhecidas a aparecer. Fomos tomar café e equipar o que faltava. No meu caso, umas perneiras Mund e umas meias Mund Ultra Raid gentilmente cedidas pela Runsox. Bem sei que diz o “vox populi” que não se deve estrear material em dia de prova mas… Tenho uma teoria sobre isso que noutro dia desenvolverei por aqui, mas posso dizer desde já que cheguei ao fim sem cãimbras, nem bolhas nem assaduras devido à estreia desse material em dia de prova.

Kit Mund by Runsox

Alinhados na partida, a nossa estratégia era simples. Eu e o Nuno Baixinho iamos tentar fazer um tempo perto das quatro horas nos 25 quilómetros, e o Ricardo e Bruno Matias iam tentar o melhor que conseguissem.

Partida simbólica à beira Sado, e alinhámos no pórtico da partida de “chip”. Arranque dado, e começamos logo a subir. Já adivinhava o percurso, eu. No ano passado a prova tinha mais quilómetros (a versão que eu fiz) e sabia dessa subida. Fomos andando, os quatro juntos com o João Teixeira perto de nós. A correr, ligeiros. A parar nos engarrafamentos nos single track. Cerca do sexto quilómetro, passámos pelo sítio da minha “paragem técnica” do ano passado, levávamos aproximadamente 30 minutos de prova. Pensei em parar mas optei por avançar mais um pouco. Um quilómetro depois, o inevitável, os companheiros de viagem, seguiram.

Arranquei de novo, mais leve. Fui seguindo sempre com um olho na cadência e o outro na respiração. Cheguei ao primeiro abastecimento, coloquei água num dos bidões e, vejo os companheiros de viagem. Dou-lhes um “então” e arranco forte por ali fora.

Fui sempre no limite a prova toda. A cabeça é realmente muito curiosa, o cérebro, no caso. Ainda na quarta-feira passada estava cansado e, somente com um bocado de descanso e mentalização recuperei para Sábado. Atente-se, que o treino anterior também conta e a “adrenalina” da prova ajudam, não há milagres.

Os abastecimentos, fartos, serviram-me só para beber água e encher os recipientes. Durante a prova tomei dois geles, no início das subidas que sabia não ir conseguir fazer a correr. De resto, sempre que conseguia corria e corri quase todo o tempo. Na chegada ao final, onde tinha as Ronhonhós à minha espera, passei a meta com 3h29 e uns trocos, meia hora abaixo daquilo que tinha idealizado. Os companheiros de viagem demoraram aproximadamente mais 30 minutos, sendo que o Nuno Baixinho fez então o que tinha previsto, e os irmãos Matias abaixo do que tinham previsto, todos ganhámos.

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Reunião com as Ronhonhós, a Belinha e a Bruna, que tinham ido dar um apoio e buscar-me. Elas foram almoçar a um restaurante, e eu fiquei-me pela massada de peixe. Almoço acabado, mais um bocado pela zona da chegada, e ainda vi o último participante a atravessar a meta.

Antes de ir embora, lembrei-me de ir ao terminal de computador espreitar a minha classificação final e era, DC. DC, explicou-me o Jorge, é desclassificado, por algum motivo o sistema não tinha registado a minha passagem no início da prova. Ora, o Jorge que até me tinha visto a passar rapidamente foi investigar o que se passou e não foi mais do que um erro humano (rapidamente sanado), pois tinha sido o 445 a não passar na partida da prova.

Quanto à prova, marcações exemplares, voluntários sempre presentes durante o percurso, a pé e de bicicleta, abastecimentos excelentes. É sem dúvida uma prova a repetir sempre que possível, mesmo que para isso tenham de se adaptar os horários de outros compromissos.

Indo embora, a pé até ao centro de Setúbal, passei pelo Motoclube de Setúbal para um café rápido, e cruzei-me com o grupo da CMA que me deixou bastante curioso, não os conhecia, nem sabia que existiam.

Os Ronhonhós, a Belinha e a Bruna

Fui ao restaurante ter com as moças, e quando saimos ainda fomos jogar um bowling, ao lado do Motoclube. Só tinha jogado uma vez (numa despedida de solteiro) e até obtive um bom resultado (especialmente devido às faltas das adversárias, diga-se de passagem). Já no carro e na saída de Setúbal, paragem rápida nos Bombeiros Voluntários à procura do Nuno Delicado, não estava lá mas ficou o abraço para ele.

Depois, viagem descansada até casa, deixando a Belinha e a Bruna pelo caminho, banho, jantar e descanso, que o dia já ia longo e porque a vida não é só corrida ;)

Obrigado ao Bruno Matias, Astrodeck Studio, MBM Run&Foto Team e à revista O Praticante pelas fotografias.

Fica também um vídeo dos Só + 1 KM.

One comment

  1. excelente relato da manhã do ultimo Sábado :)
    espero que se repita por mais vezes.

    só mais uma cena, a cerveja estava fantástica, tu não sabes… mas estava!

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