Da estrada para a pista, 2014

Da estrada para a pista, 2014

Pela segunda vez na vida participei numa prova em pista. 5km, prova igual, noutro sítio e noutras circunstâncias. Se na primeira vez, em 2012, foi a morrer de tédio e de medo, este ano foi a sorrir do princípio ao fim.

Para quem não sabe, 5km numa pista de atletismo são doze voltas e meio à pista. Parte-se 200 metros antes da linha de chegada e contam-se 12 voltas a partir daí, fica a informação.

Em 2012

A primeira vez, foi em Junho de 2012, (re)corria ainda há pouco tempo, e ir correr para uma pista, numa prova, foi completa novidade para mim. Nessa altura, na pista Moniz Pereira, perto do Lumiar, fiz os 5km em 25:18 (cadência média de 5:06) sentindo-me completamente sozinho, desamparado e inseguro durante toda a prova. Acabei a prova sozinho na pista, fui o último dos último, a competição estava forte e a cabeça fraca.

Foi de manhã, e o calor, lembro-me, apertava. O ritmo que imprimi a mim próprio também, foi forte (para mim, na altura) e o vento no sentido descendente na pista afectou-me profundamente também, recordo-me hoje, desde aquele dia, e até sábado passado.

Em 2014

Este ano, tudo foi diferente. Inscrito desde cedo, com o dorsal número 3, na prova, “Da estrada para a pista”, mudava a pista e mudava a hora. Num sítio mais fresco (Estádio 1º de Maio) e numa hora mais fresca, final da tarde, e já não fui apanhado de surpresa. Solidária, desta vez, reuniu alguns (mas não muitos) participantes e, ao contrário de 2012, muitas caras conhecidas, entre outros o Gilberto (que conheci exactamente no “Da estrada à pista em 2012”), o José Luís, a Sandra, revi a Filipa (com quem trabalhei durante quatro anos, secretária ao lado de secretária, e que não via à cerca de 7 anos) que se estreava nos seus primeiros 5km a correr, conheci a sua família, estive com o António e o Sadiq, o Marcelino, a Joana, a Joana (são duas Joanas) o Jorge e o Nuno, assim de repente.

Com séries de, no máximo 25 pessoas, a minha série começou às 18h00, com 40 pessoas na pista, ou seja, na junção dos escalões eramos 40 alinhados para a partida. Um dos participantes ainda salientou o facto do nosso número ao “senhor do tiro de partida”, que o minimizou, dizendo algo como “é uma prova amadora, só para sentir o gosto à pista”, algo por aí a resposta. Regras mudadas em cima da hora, nada de novo diria eu, incómodo é claro mas, mantive o espírito positivo. Algo que tenho vindo a aprender e a aprimorar, é a retirar essencialmente o que de bom se passa na vida (seja em que âmbito fôr) e minorar o que é negativo, de forma a não prejudicar a experiência e apreciar o que realmente interessa.

Dada a partida, foquei-me no meu ritmo e no meu objectivo. Queria fazer menos de 25 minutos nos 5 quilómetros. Em cada volta, na zona de controle de passagem, a Elsa e a Sara davam o seu apoio, e ajudavam a contar quantas voltas faltavam. Mantive-me estável e focado durante os 23:35 que demorei a fazer o circuito. Baixei 1:43 da vez anterior, fiz uma cadência média de 4:31 por quilómetro mas, repito, estável, com a respiração controlada, sempre a sorrir e apreciar a prova, e chegando ao fim a sentir que até podia ter dado mais. No entanto, como sou “conservador”, poupei-me.

Desta vez, não senti o desalento da primeira vez, não me senti sozinho na pista e não fui ultrapassado tantas vezes como em 2012, ou pelo menos não dei por isso de uma forma tão marcante. Fiquei abaixo dos 25 minutos que levava como objectivo e, não sendo um tempo de pódio, para mim está bom, mais que bom, como mentalização para as 24 horas de Portugal em Setembro (onde correrei bem mais devagar).

Depois da minha prova, fui para a relva com a Elsa e a Sara e ficámos até ao fim, a apoiar os participantes nas outras duas séries a seguir à minha (senhoras e elite, júniores e séniores masculinos). No final, depois da entrega de prémios, pegamos na trouxa e zarpámos, porque a vida não é só corrida ;)

 

Obrigado ao Marcelino Almeida pela fotografias em acção em 2012 e 2014.

2 comments

  1. Tiago Ricardo

    Granda tempo, é o que digo, super Campos.

  2. Grande tempo. Com treino de manhã, é obra! Para o ano, tento acompanhar-te, hehe!

    Abraço

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