20150725_Mirobriga_Cover

2ª Edição do Miróbriga Trail Run

Fui um dos 350 participantes desta 2ª Edição do Miróbriga Trail Run, o Trail Run do Litoral Alentejano e, em condições muito particulares…

Apontado em participar em 2014, acabou por não ser possível fazê-lo. Entretanto a organização convidou-me, já há meses, a estar presente a segunda edição desta prova, que se realiza em Santiago do Cacém, e que dá a conhecer a cidade e a sua zona circundante, num percurso misto urbano e rural, passando pelo Castelo e, claro, pelas ruínas Romanas de Miróbriga, que dão o nome à prova.

Aceitei imediatamente o convite à participação, ficando apenas por limar os aspectos relativos à viagem e estadia que ficarão para decisão mais perto da data, devido a toda a “burocracia” inerente a uma viagem e, a Santiago do Cacém ser relativamente perto de Lisboa e como tal, se não desse pra ir antes e dormir por lá, dava para ir no dia sem problema mas, deu.

A viagem e a noite antes

Limados os pontos burocráticos, arranque de Lisboa em família no final da tarde de sexta-feira. A organização teve a gentileza de nos providenciar sítio para a dormida também, na noite anterior à prova. À chegada ao Hotel Dom Nuno, mesmo no Centro de Santiago do Cacém, fomos logo jantar que já se fazia tarde.

Ao jantar, o Nuno Pinela primeiro e depois a Analice Silva juntaram-se a nós, o primeiro para um café, a segunda para jantar como “deve de ser”, enquanto partilhávamos histórias de corridas passadas, e planeávamos corridas futuras.

Fomos visitados ainda, no restaurante, pelo João Figueiredo, Andreia Fernandes, Patrícia Mar e Gonçalo Torres, que tinham ido de véspera também, que já tinham jantado e que iam para casa. Para digerir, fomos dar uma volta à zona histórica de Santiago do Cacém. Nessa noite, o “Litoral Alentejano” fervilhava de actividade, vimos o final da actuação de um grupo coral, visitámos um “festival de tascas” e ainda passámos no Baile dos Bombeiros.

De volta ao hotel, deitar e dormir, pois sábado era para madrugar.

Madrugar, sábado

Relógio para as 07h00. A partida da prova seria às 09h00, era perto, ia a pé mas, queria aproveitar o pequeno almoço do hotel e fazer uma caminhada antes para pôr o organismo a trabalhar. O pequeno almoço, foi complicado… A sala, cheia de comida até ao tecto, apeteceu-me acampar por lá mas não podia exagerar. Assim, cingi-me a presunto, requeijão, sumo de laranja e café. Voltei ao quarto, peguei na mochila e arranquei. As Ronhonhós ficaram a descansar mais um pouco, visto não irem participar nem na prova, nem na caminhada.

Na zona da partida, a azáfama habitual. Muitas caras conhecidas chegadas de Lisboa, entre a Sílvia Reis e Célia Carvalho (com os seus mais que tudo) que se iam estrear em provas de todo o terreno, os amigos da noite anterior, alguns vencedores de inscrições nos Escadinhas & Subidinhas, a Isabel Barra, o Pedro Santos, a Carmen Pires, a Armanda Oliveira e tantas outras caras com quem me cruzo habitualmente.

Partida, largada, fugida

A temperatura à hora da partida nesse Sábado, Feriado Municipal em Santiago do Cacém, fazia antever o calor que se iria sentir.

Parti e cheguei em último. Já me tinha oferecido à organização para fazer de atleta-vassoura e, no próprio dia aceitaram (finalmente) a minha oferta. Gosto de ser simpático para quem é simpático comigo, e de dar sem esperar nada em troca. Ser atleta-vassoura permite também ver os sítios por onde se passa com outros olhos e com outra velocidade e gostei, mais uma vez, da experiência.

O percurso foi muito variado, entre a cidade e as suas cercanias, passando no Castelo e nas Ruínas de Miróbriga, sempre num entra sai, urbano, rural, que quebravam a eventual monotonia que se poderia instalar. Ainda o percurso, bem equilibrado, com os abastecimentos de água espaçados o suficiente, mangueirada dos bombeiros perto das ruínas de Miróbriga, fotógrafos da organização espalhados no percurso (obrigado Felizarda Barradas) e com o grupo de BTT os Chaparros, presente em quase todos os pontos críticos do percurso, especialmente nos cruzamentos mais “perigosos”, juntando-se a mim e às atletas de garra do fundo do pelotão aquando da nossa passagem, e tornando a segunda parte do percurso uma alegre cacofonia, especialmente quando tinham de desmontar das suas bicicletas nas piores subidas e eu lhes “azucrinava” o juízo por isso.

Na chegada, a família, as amigas e amigos à espera de mim, o último, nada que me incomode grandemente, muito menos nestas circunstâncias especialmente. Duas horas e meia, demorámos a chegar. Sem dúvida que conseguiria ter feito todo o percurso a correr e, imagino que em menos de duas horas, mas se calhar não teria sido tão divertido e compensador como foi.

O único senão no meio disto tudo foram as marcações. Em algumas zonas foram pouco eficazes, e tive vários momentos de dúvida, bem como que voltar para trás algumas vezes. Fica a sugestão de que na próxima vez as fitas sejam reforçadas, especialmente nas mudanças de direcção, e que hajam marcações de tinta ecológica no chão ou em alguns muros, não se perdia nada com isso, antes pelo contrário.

O almoço, a tarde e o jantar

Todos tínhamos almoço incluído na inscrição, incluindo os “mais que tudo” da Sílvia e da Célia mas, tendo em conta as centenas de pessoas que estavam à nossa frente na fila, o tempo que demorou entre o fim da prova e o início do almoço (sem sombra quase nenhuma para esperar) e o cansaço, optámos por “passar” o almoço e ir ao restaurante “O Arco”, onde tinhamos jantado na noite anterior. Se por um lado perdemos o convívio final, sempre tão importante, a entrega dos prémios (que eu tanto gosto de ver) e o almoço que tinhamos incluído, por outro lado ganhámos num convívio mais intimista.

Após o almoço, a Sílvia e a Célia, com os seus respectivos, arrancaram para Lisboa, e os Ronhonhós juntaram-se aos restantes amigos na casa onde eles estavam hospedados, para passarmos juntos o resto da tarde, o jantar e parte do dia seguinte.

A esses amigos, temos de agradecer o convite e a amabilidade de nos acolherem, foram sem dúvida momentos muito agradáveis os que passámos nessas curtas horas juntos.

Chegados a casa, mudámos de roupa e fomos até à piscina, onde reláxamos e nadámos um pouco, a fazer tempo para o magnifíco risotto que o Chef Gonçalo orientou para jantarmos. Conversámos um bocado e fomos para a caminha, estavamos todos um tanto ou quanto cansados do dia intenso.

Domingo

O relógio tocou às 06h30. Tinha planeado ir dar uma volta a correr pela zona, talvez até Santiago do Cacém e ao castelo, e desviar quem conseguisse a ir comigo mas… Acordei febril e aflito da garganta, tive de tomar um comprimido e voltar para cama.

Voltei a acordar já passavam das novo, e juntámo-nos todos a preparar um brunch de fazer inveja a muitas “bruncherias” que há por aí, até a Kefir tivémos direito, havendo uma passagem de testemunho do João Figueiredo para mim.

Arrumadas as malas, rumámos a Lisboa, os amigos ficaram pelo Alentejo indo até à praia. Eu, meio adoentado, pelo caminho fui piorando, terça-feira felizmente, já estava bem melhor.

Em resumo

Foi um fim de semana muito tranquilo, muito “zen” e de muita gratidão, e que me fez acreditar na Lei da Reciprocidade, um dos princípios pelos quais me tento guiar.

Tentarei estar presente de novo em Santiago do Cacém no próximo ano. Até lá, a camiseta técnica da prova, branca como eu gosto, fará com certeza com que, sempre que a vista, me aflore um sorriso aos lábios.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *