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Correr na noite das bruxas, em Bucelas

Por ter ganho um passatempo do blogue Correr na Cidade, fui correr na noite das bruxas a Bucelas, ao Trail Nocturno das Bruxas – Bucelas Aventura.

Encontro com a Bo Irik no Cais do Sodré, e viagem de combóio até Algés para nos encontrarmos com o Filipe Gil e a Natália Costa, indo todos juntos para Bucelas, a “Capital do Arinto”. Chegados ao pavilhão, levantámos os kit’s de participação e juntámo-nos ao José Costa, irmão da Natália, que se ia estrear em provas de trilhos.

Dentro do pavilhão, uma animação pegada. Imensas pessoas mascaradas, música e animador de serviço, montes de caras conhecidas. Estando os participantes na zona de partida, as luzes do Pavilhão foram apagadas e a partida dada somente com a iluminação das centenas de frontais presentes.

A estratégia para os quinze quilómetros era simples. O José iria em modo “roda livre”, a Bo e a Natália iriam juntas até ao final e eu iria com elas enquanto conseguisse, visto no dia seguinte (daí a poucas horas) ter mais uma volta marcada entre Mafra e Sintra.

Já por duas vezes tinha ido correr a Bucelas, em ambas no Inverno e em ambas com água e lama por todo o lado. Desta vez, foi diferente. Embora tivesse chovido no dia anterior, o terreno estava seco. A altimetria não era nada de complicada, a primeira metade do percurso subia, a segunda metade, descia. O abastecimento era no meio.

Arrancámos ligeiros, e percorremos o percurso exemplarmente marcado com ripas de madeira com cerca de 1.20m na vertical, presas no chão, e que na ponta tinham 3 lâmpadas LED verdes alimentadas por uma pilha de 9V, era impossível de perder as marcações de vista. Como backup, fitas presas perto das ripas.

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Fomos seguindo juntos. Nas subidas, onde estou mais à vontade, puxava eu, nas descidas onde tinha de me “controlar mais” puxavam as senhoras. Acabámos por ir juntos até ao abastecimento, onde parámos dois intermináveis minutos, e seguimos juntos até ao final, abrandando a Bo o seu ritmo nessa segunda parte, a descer, para esperar por mim e pela Natália.

Ultrapassámos bastantes caminhantes e passámos a meta juntos e de mão dada, fazendo o percurso sempre a menos de sete minutos por quilómetro, altura houve em que fomos a “cinco quinze” a direito, uma verdadeira loucura.

20151031_bucelas_04À chegada, o jantar, caldo verde, uma bifana e uma água. Não ficámos para a entrega dos prémios porque nesse dia havia ainda muita volta a dar, e no dia seguinte eu tinha mais uma tareia para levar. Quando viemos embora, a fila para comer estava longa, os caminhantes já tinham chegado, para nós foi “um tirinho”. Esta foi uma visita muito agradável a Bucelas, terra onde voltarei para correr, sem dúvida, sempre que possível.

Durante a prova gostei bastante da companhia da Bo (com quem nunca tinha feito uma prova em conjunto embora treinos juntos não nos faltem) e gostei da garra da Natália e, já sabes Natália, para a próxima paramos somente um minuto, ok?

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