20150120_abaixo_solo_blog

Por indicação médica, vai tudo abaixo

Aviso: Esta publicação contém uma grande dose de ironia e uma ou outra tentativas de humor.

Avisos feitos, passemos aos factos.

Hoje foi dia de consulta de medicina do trabalho. De manhã, à hora marcada lá fui eu. Amostra de urina num recipiente, picadela no dedo para ver o nível de açúcar no sangue, teste à vista, peso e perímetro abdominal medidos, pulmões auscultados e tensão arterial medida e, a consulta médica.

As perguntas, as da praxe, qual a sua profissão (programador informático), bebe (não), fuma (não), faz exercício físico (sim), riscos da profissão? Esta deixou-me a pensar. Pensei nos cabelos brancos que o “meu” designer me causa, mas achei que isso não causaria assim tanto risco e, disse então, risco postural e risco visual. O Senhor Doutor anotou, lá continuou a ver resultados dos testes feitos, tudo ok, nada a assinalar mas, a urina um pouco ácida, diagnóstico e recomendação “o senhor deve comer bastante carne e proteínas nas suas refeições, tente equilibrar comendo mais vegetais verdes” e “faça mais exercício”.

“Faça mais exercício”, fez-se o silêncio “desculpe, Senhor Doutor mas, não tenho tempo para fazer mais exercício. Corro semanalmente, mais ou menos, entre sete a dez horas.” Sete a dez horas, isso é um dia de trabalho, mais ou menos, contando um dia típico como oito horas e, eu trabalho, e tenho família, tenho de me dividir em três para dar para tudo, e ainda durmo e descanso pelo meio, divido-me portanto em quatro, pelo menos. “Pois, realmente tem razão, desculpe, continue assim que está bem”, e depois falámos, do AXTrail, do Ultra Trail do Piódão e de outros “passeios” pela natureza pois, o Senhor Doutor tem uma casa lá para aquelas zonas, conhece “trail runners” de lá, pronto, o mundo é pequeno, um dia destes ainda me cruzo com ele num trilho por aí.

Tendo a consulta em conta, tinha alinhavado com o Joel Silva irmos dar “uma volta” ao final da tarde. Devido à gripe estive totalmente parado sete dias, precisava algo calmo para o regresso. Quis o destino que tivessemos de improvisar, cada um para seu lado afinal. O risco da chuva, o risco de não estar despachado a tempo, o risco de não me sentir bem ou de não ter vontade assim o decidiram.

No final, tudo correu bem. O Joel fez o seu treino a voar e eu, fiz o meu treino a trepar. Foi um Vai tudo abaixo a solo, rapidinho e com paragens somente para me assoar e para tirar a fotografia que ilustra este artigo, pensando no Filipe e no Rui, meus companheiros de Madrid 2013, e pensando que um dia destes deveriamos lá voltar.

No final, já em casa, um banho quente, uma sopa quente e um chá quente, porque a vida não é só corrida ;)

One comment

  1. Carlos Cardoso

    Hmmm…muito bom…eu tb acho que deves fazer mais exercício :)
    Abraço

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