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Das provas e dos padrinhos

Fui convidado há pouco tempo para apadrinhar duas provas de trilhos. Partilho então convosco a minha perspectiva do apadrinhamento, e explico como vão ser esses apadrinhamentos.

Na minha visão, o padrinho (ou madrinha, mas utilizarei “padrinho” para facilitar a escrita e compreensão) de uma prova, para além de ser a “carinha laroca” (o que não é o meu caso, sou barbudo e por vezes tenho olheiras) que aparece no cartaz da prova, deverá trazer algum valor acrescido a sê-lo.

As experiências iniciais

A experiência dos padrinhos nas duas primeiras provas de trilhos em que participei, e em que os havia foi má.

Na primeira prova, dizia-se que “o padrinho” (que teoricamente ficava sempre, em todas as provas onde cumpria esse papel até desmontarem tudo) estaria à minha espera. Foi uma prova complicada, à noite, cheguei tarde, fui quase o último senão o último, cansado e ensopado e o padrinho, um “ícone do trail running“… “Bem, ontem como o nome-do-padrinho-aqui teve um dia muito intenso (a fazer filmagens promocionais) e como amanhã tem de apanhar o avião muito cedo, foi-se embora descansar mas, da próxima vez que vier cá, com certeza que compensa esta falta…”. Até hoje, nunca mais o vi a não ser na internet.

Na segunda vez, um pré-discurso parecido. O “padrinho” está sempre na meta à espera dos participantes, para lhes dar os parabéns e tirar fotografias com eles, para os congratular. Cheguei, tarde de novo, não fui o último mas perto e o padrinho? Bem, nem perguntei por ele, fiquei completamente desiludido. Ainda fiquei na zona da chegada à espera de um milagre mas esse (o milagre) nem na internet.

As experiências posteriores

Felizmente o tempo passa, e tenho visto outros padrinhos a passarem por outras provas. Geralmente mais modestos do que os dois exemplos que refiro anteriormente, com um par deles até já dancei o fandango antes de uma prova, veja-se só.

Denoto também que os padrinhos são atletas bons e rápidos, que geralmente ficam nos lugares cimeiros das classificações, quer no seu escalão, quer na geral, o que não é de todo o meu caso. Actualmente se ficar no top 20 do fundo de uma prova de trilhos longa, já fico contente.

Assim, e com esses convites feitos, pensei em qual poderia ser o valor acrescido e factor diferenciador a dar a essa provas que, afinal de contas, estão a apostar num atleta do top 20, do fundo da tabela.

O factor diferenciador

Assim, sugeri a ambas as organizações um acumular de funções. Nessas provas, para além de padrinho serei também o atleta vassoura do percurso longo (quando haja mais do que um percurso).

Assim, poderei retribuir aos participantes que vêm mais atrás, e que precisam de mais atenção e força, tudo o que os atletas vassoura que já conheci por aí fora já partilharam e fizeram comigo e por mim noutras ocasiões.

E como vai ser ao certo?

Não estarei na chegada a cumprimentar todos os que chegam, nem provavelmente a tirar fotos no pódio com os vencedores (normalmente quando chego, os prémios já foram entregues há muito) mas, estarei garantidamente no final a congratular aqueles que, muito provavelmente, nunca tinham feito nada igual e, no início, disponível para quem me queira cumprimentar e conhecer um pouco melhor.

Os que forem cá mais atrás, mais perto de mim, passarão sem dúvida umas horas animadas e de “pressão”, porque lá por ser um atleta do Top 20 do fundo, não quer dizer que não seja competitivo e que não me esforce, geralmente ao máximo (mas deixando sempre alguma folga).

Quanto às provas em si, são elas a “I Edição Trilhos da Malaposta“, em 31 de Maio de 2015 em Pegões, perto do Montijo, e o “2º Trail Running Trilho das Dores“, em 27 de Setembro de 2015, nas Abitureiras, Santarém.

Nos próximos tempos é claro, falarei mais sobre o assunto até lá, bons treinos e não esqueçam o reforço muscular, porque a vida não é só corrida ;)

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