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Um ano depois, um novo começo

Há um ano atrás, tive uma nova oportunidade. Depois de uma “travessia do deserto”, alguém olhou para mim com outros olhos e decidiu agarrar-me a mão, aproveitei a ocasião e o dia, e ganhei coragem para fazer algo que tinha planeado mas que, por várias circunstâncias (medo era uma delas, a principal) adiava constantemente.

19 de Março, dia do Pai. O dia do Pai, é todos os dias (isto para quem é Pai, claro). Quem me conhece, sabe que não “embarco” muito nestes “dias”. Dia da Terra, dia das Bruxas (ou noite), dia disto, dia daquilo, os nossos dias são aquilo que fazemos deles, e todos os dias são bons para serem dia de qualquer coisa, tudo depende do que quisermos realmente fazer.

Há um ano atrás, decidi então dar um significado mais forte ao dia do Pai. Era a minha primeira celebração do dia, como Pai, tinha recebido uma nova oportunidade e, decidi então dar, a partir desse dia, tolerância zero às bebidas alcoólicas.

É verdade, zero álcool desde aí. Sem fundamentalismos, sem intolerâncias. Cada um é dono da sua cabeça, do seu fígado e da sua sobriedade, cada um é dono de si mesmo e é esse é o cerne da questão, ser dono de nós próprios.

Isto não é algo simples de assumir nem perceber, especialmente com uma “droga” socialmente aceite como o álcool e genericamente consumida por grande parte da população portuguesa mas, pessoalmente, começava a sentir que deixava, por vezes, de ser dono de mim próprio.

Há alturas em que temos de parar, pôr a mão na consciência e perceber, efectivamente, onde é que estamos, para onde queremos ir e para onde estamos a ir, e corrigir a rota então se fôr o caso.

Tal como com o tabaco, a minha tolerância com o consumo de bebidas alcoólicas passou a zero. Não quer isto dizer que não tolero quem fuma ou quem consuma bebidas alcoólicas perto de mim, não, mas, para mim é, simplesmente, zero.

No antigamente, também, eu também fumava, e é curioso… Quando digo a alguém “deixei de fumar”, dão-me os parabéns, fazem uma festa e dizem “muito bem, boa decisão.”.

Quando digo a alguém “deixei de beber bebidas alcoólicas”, ficam geralmente a olhar para mim com cara espantada e, o diálogo que se segue geralmente é “nem uma cervejinha? Nem um copinho de vinho?” e de seguida silêncio. Por vezes, e agora, sinto-me numa sociedade utópica do estilo da descrita no Admirável Mundo Novo, onde de repente sou o “selvagem”.

Voltando atrás, pois, não. Nem uma cervejinha nem um copinho de vinho. Isso seria o mesmo que ter deixado de fumar e, de vez em quando, fumar um cigarrinho ou uma cigarrilha, o contador dos dias sem o fazer voltaria automaticamente ao zero.

De qualquer forma, nunca deixarei de ser fumador nem consumidor de bebidas alcoólicas, passei foi a ter “datas” que me fazem lembrar desde quando não o faço. Agora que é moda beber cerveja depois de correr, deixei-a, a moda e a cerveja. Sou, e sempre fui, anti-moda, nunca fui de modas nem em modas na realidade, gosto da minha independência e da minha individualidade. Por vezes perco o foco, é certo, não sou um modelo de perfeição, longe disso, mas tento melhorar-me diariamente.

Continuo a correr, o meu desempenho melhorou, ligeiramente mas, ainda há um longo trabalho pela frente, como em tudo, é um passinho de cada vez. Para finalizar, à família, às amigas e amigos que me têm acompanhado e que me apoiam, conscientemente ou inconscientemente, o meu muito obrigado e, mais vinte e quatro.

 

 

2 comments

  1. Muito bem!

    Também eu sou tolerância zero ao Alcool e Tabaco, e tenho orgulho nisso!

    Abraço,

    Sérgio

  2. muito bom
    inspirador, realmente.

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