Marginal à noite 2013

Marginal à noite 2013

Eis que, sábado à hora de almoço, o Manuel António dos Rail Runners entra em contacto comigo. Havia um dorsal da equipa a sobrar para a corrida noturna Marginal à noite, e lembrou-se de mim. Confesso que nesse dia, depois do Treino Solidário matinal do Correr Lisboa, contava não fazer mais nada que implicasse roupa de corrida, ou ciclismo ou natação, ou o que fosse que implicasse esforço físico mas, o “bichinho”… Já se sabe, é forte, por vezes mais forte do que nós, e aceitei a generosa oferta que me foi feita, e a qual agradeço mais uma vez, e desta vez publicamente.

Combinado o sítio e a hora para a passagem de testemunho, que estava na pose do João Prisal, lá fui de comboio para Santo Amaro de Oeiras. Cheguei cerca das 20h00, meia hora antes da hora combinada e, que fui eu fazer? Ora, em memória do jantar do dia 27 de abril de 2013, o dia anterior à Maratona de Madrid, com os meus colegas de sauna Filipe Farelo e Rui Cunha fui onde? Santo Amaro de Oeiras, jardim, MacDonalds. Menu double cheese com batatas, cola zero e duas embalagens de ketchup. Não é, eu sei, a comida ideal para antes de uma prova, nem para depois, nem para antes de nada nem para depois de nada mas, tendo em conta a proximidade do sítio, o cheiro e o rato na barriga, lá foi o belo do hamburger. Pensei que me poderia prejudicar o tempo na prova mas, como ia 100% descansado, não fui preocupado com isso, fui antes preocupado em aproveitar o meio ambiente, procurar os amigos e conhecidos, e conviver o máximo possível.

Curiosidades

Esta prova é curiosa, penso agora que ponho a situação toda em retrospetiva, e penso, porque é que não me inscrevi logo no primeiro dia, para o ano que vem talvez o faça.

Sendo esta a minha “segunda vinda” ao “mundo da corrida”, algures no longíquo ano de 2007 fiz esta prova, a Marginal à noite, sozinho.

Foi a primeira prova em que fui correr (ou pedalar) 100% sozinho, sem ir acompanhado com um amigo ou uma amiga, completamente à aventura, e sem conhecer ninguém que lá estivesse, zero. Lembro-me bem do desconforto (ou medo, como queiramos chamar) que me causou e como eu era diferente nessa altura. Lembro-me perfeitamente de encontrar, espantadíssimo, a Teresa Oliveira nesse dia e nessa prova, e de irmos juntos praticamente do meio do percurso até ao final, há coisas assim, enfim.

Desta vez, e montes de anos passados, foi tudo completamente diferente. Passei por pelo menos sete encontrões diferentes e documentados, desde a hora da chegada até à hora da largada (chegada à zona e largada para casa), encontrei e reencontrei amigos e amigas, alguns também sei que estavam lá mas não os vi. No geral foi uma noite muito dinâmica, com records de tempo no percurso e estreias muito especiais em provas cronometradas.

Durante, e no final

Quanto ao tempo que fiz, bem, Miguel Pereira, desculpa, deve ter baixado o teu palmarés à brava mas, acredita, o teu dorsal com o número 1300 (número com significado especial para mim, e se tivesse um GT melhor ainda), foi muito bem defendido e guardado. Fiz a prova toda ao lado da Keep Calm Leontina. A Keep Calm Elsa esteve com problemas logísticos e no quilómetro seis optou por andar até ao final, e eu e a Leontina optámos por continuar a correr. Ao que sei, a Leo bateu o seu record de tempo nos 8km de corrida, portanto, Miguel, o teu dorsal deu sorte às pernas dela e foi parte integrante desse record, obrigado.

Quanto ao resto, optei por ir a meditar, praticamente o caminho todo, a escutar tudo à minha volta, a puxar pelas amigas, e a aproveitar para planificar algumas coisas importantes, e tomar também algumas decisões, isto porque a vida não é só corrida ;)

 

Publicação original

Esta história foi publicada originalmente no Facebook. Aqui podes ver o álbum completo.

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