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Uma aventura… de Mafra a Sintra

Este Domingo foi dia de aventura, foi uma aventura… de Mafra a Sintra, em modo pedestre e autonomia total, no percurso do Trail Palácios do passado 1 de Novembro de 2015.

Imagem do evento no Facebook

O dia começou cedo, com o Pedro Santos a apanhar-me em casa pouco antes das sete da manhã. O destino, Sintra, Portela de Sintra mais propriamente e o objectivo,apanhar a carreira 220 da Mafrense, a primeira, às 08h15, que nos levaria até ao Convento de Mafra.

Os restantes sete convivas chegaram cerca das 08h00, afinal de contas, a camioneta não iria esperar por ninguém. Embarcámos, com outros passageiros, um animado grupo de quatro senhoras, e mais três passageiros sonolentos e calados. Durante a viagem, nos bancos do fundo da viatura, fomos ora conversando, ora descansando. Esperavam-nos cerca de vinte e cinco quilómetros por montes e vales entre Mafra e Sintra e as nuvens no horizonte diziam que éramos capazes de apanhar alguns aguaceiros.

Depois de uma visita à Pastelaria Fradinho, para abastecer de calorias para a viagem e fazer uma pequena tertúlia explicativa do percurso, do que nos esperava e verificar que todos tinham o material recomendado, alinhámos na frente do Mosteiro para a fotografia inicial, carreguei o track no relógio e arrancámos.

Ainda dentro de Mafra, algumas dúvidas sobre onde virar à esquerda. Acabámos por nos enganar e virámos mais à frente, colmatando o erro facilmente. Saindo da vila, começa a terra batida e a primeira ligeira inclinação no terreno. Mantivemos o ritmo vivo dentro do objectivo pretendido. Reagrupámos algumas vezes em alguns cruzamentos, e facilmente fomos seguindo o caminho, pois haviam umas marcações laranja presentes em alguns elementos naturais (pedras e troncos).

Mantivemos também o grupo coeso, e fizemos o percurso de uma forma ligeira, embora focada. Parámos para tirar fotografias onde necessário, passámos pelo leito do Rio Lizandro, cumprimentámos populares que íamos encontrando no caminho, vestimos casacos e despimos casacos.

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Marcação de nível da água no Rio Lizandro na aldeira do Carvalhal.

A temperatura estava amena mas, ora chovia, ora fazia Sol, mas mesmo assim muito mais confortável do que no dia da prova, onde a lama e a chuva eram uma constante.

Já perto da chegada a Sintra, vem a última subida do percurso, pronunciada para as pernas cansadas, com pedras cobertas de musgo para ajudar na pouca aderência das sapatilhas. Chegámos então ao segundo Palácio do dia, onde alguns de nós quase que mergulharam na fonte que lá se encontrava, congratulámo-nos por o percurso ser entre palácios e por Mafra não ter um castelo, senão ainda teriamos de subir um bocadinho mais.

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O grupo, na chegada

Um de nós foi embora e os restantes oito, como combinado, foram à Periquita, celebrar a viagem. Falámos de desafios futuros, pagámos e arrancámos, todos a pé até à Portela de Sintra onde há cerca de cinco horas atrás tinhamos deixado os nossos carros.

Despedimo-nos, e regressei a casa com o Pedro, falando de outras coisas, porque a vida não é só corrida ;)

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